Nau (metáfora de uma vida)
Se casaram a bordo e singraram mar afora. Nasceram os filhos que cresceram e desembarcaram em portos p elo caminho. Escolhas erradas levaram mais e mais o velho capitão a encalhar em águas rasas pouco fecundas e sem ventos. Durante longos anos Ficaram ali só os dois naquele navio que sempre fora sua casa e suas vidas na esperança que um dia o vento soprasse na direção certa A mulher com o tempo foi se aborrecendo e numa ensolarada e tediosa manhã abandonou o navio. Ele ficou no tombadilho olhando-a enquanto ela se afastava até desaparecer no horizonte num pequeno e frágil escaler. Depois ele tornou a olhar para as velas que jaziam inertes e pensou se um dia o vento voltar a soprar ele voltaria de novo a navegar. Autor - Flavio Goulart Rodrigues