Abundância ou privação

 


Andando pelo Centro da cidade podemos observar diferentes tipos de pessoas transitando. Algumas trabalhando ou fazendo compras, e outras apenas sobrevivendo por ali, pedindo míseras moedas ou oferecendo pequenos serviços por alguns trocados.

Centenas de pessoas de vários níveis e camadas sociais que se cruzam sem se importarem umas com as outras. Todas, cada qual a seu modo, em busca da felicidade.

No filme animação “Rango” há uma cena no bar onde alguém pergunta ao lagarto: 

−  Quem é ocê?

Quem eu sou? Pergunta ele enquanto põe-se a refletir sobre sua vida sem sentido.

E concluiu pensando:

Eu sou qualquer um… querendo dizer que poderia ser quem ele quisesse ser, naquele lugar, onde ninguém lhe conhecia.

Existe uma charge (A Onda), que mostra um mar com várias ondas de todos os tipos.

Uma ondinha frustrada (praticamente uma marolinha), reclama de sua insignificância em relação às grandes ondas que se agigantam com cristas de espumas brancas quebrando na praia com grande estrondo. 

Mas alguém explica para a ondinha que a diferença entre elas é uma ilusão, pois tanto uma como a outra são manifestações diferentes da mesma água do oceano, e todas se dissiparão na praia.

A conclusão que podemos tirar dessas reflexões é: 

Se, não importa a aparência ou o status que nos difere socialmente, pois em essência somos todos iguais… e, se podemos ser quem quisermos ser, pois a escolha, de certo modo, somos nós que fazemos... por que algumas pessoas escolhem ser prósperas e vivem na abundância, e outras escolhem viver uma vida de pobreza e privações?

É claro que existem inúmeras explicações para cada um, e não há nada de errado na forma como cada pessoas escolheu viver sua vida, mas é importante considerar, nessa equação, que a diferença em ser pobre, carente, ou ser próspero e afortunado, é que: no primeiro caso você só serve, precariamente, a si mesmo, e no segundo caso você pode servir com abundância a si e a muitos outros. Então... ser pequeno e socialmente insignificante é uma escolha que não trás vantagens nem para sí nem para os demais.

O personagem Léo na novela “Te contei” (Rede Globo 1978), disse, num episódio na mesa de jantar da pensão em que morava: “É muito melhor ser rico com saúde do que pobre doente”. 

Pode parecer só uma piada estúpida, mas faz algum sentido quando percebemos que com algum esforço podemos fugir dos extremos e buscar escolhas mais confortáveis para todo mundo.


Autor: Flávio Goulart Rodrigues


Leia o livro: EU SOU VOCÊ" (do mesmo autor)

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