"A SIMPLICIDADE É O ÚLTIMO GRAU DE SOFISTICAÇÃO"
"A SIMPLICIDADE É O ÚLTIMO GRAU DE SOFISTICAÇÃO"
A imagem acima é uma representação do quadro "O quarto" pintada por Vincent Van Gogh, um homem frustrado e deprimido com a ideia que fazia de sua vida de pintor fracassado e decadente. Seu quarto representa sua própria tristeza e solidão. Mas hoje sabemos o quanto ele estava equivocado com a ideia que ele fazia dele mesmo e de suas obras que valem hoje milhões de dólares. Seu pobre e deprimente quarto, se ainda existisse, seria um ponto turístico, e as pessoas pagariam caro para ter o privilegio de entrar e apreciar a simplicidade de seu interior. Então onde estava a pobreza e a vida sem sentido do pintor, senão apenas na ideia mórbida e equivocada que ele fazia de tudo?
“A diferença entre um roteiro de cinema e a vida real, é que um roteiro precisa ter sentido; a vida não!” (autor desconhecido)
Temos a impressão, o tempo todo, que nossa vida precisa ter um objetivo especial; uma finalidade; algo a ser conquistado. Estamos quase que programados (para não dizer prisioneiros) dessa ideia.
Por isso às vezes podemos sentir que estamos estagnados. Isso nos deixa inquietos ou deprimidos a procura de algo que nos preencha e dê significado à nossas existência.
Quando conseguimos romper com essa ilusão, compreendemos que um homem morando só em um pequeno quarto poderá não ser: “Um homem frustrado e fracassado morando só em um pequeno quarto”, em vez disso ele poderá simplesmente ser: “Um homem só morando em um pequeno quarto”.
Talvez você se pergunte: Mas qual a diferença? A diferença está em como você interpreta e define seus referenciais!
Não importa se você está desenvolvendo uma importante pesquisa a bordo da estação espacial, junto com uma equipe de cientistas famosos, ou lavando uma xícara na pia da cozinha sozinho em casa. Nem se você conseguiu uma entrevista com o Papa, ou foi apenas visitar sua irmã. Tampouco importa se você está passeando na Champs Elysèes em Paris na companhia da pessoa mais importante e popular do mundo, ou foi apenas dar uma volta na quadra para o seu cãozinho fazer xixi. Nenhuma coisa realmente tem mais importância que outra e não existe um propósito especial para sua vida. É você que define e dá valor e status a tudo.
“O caminho só existe quando você passa” (“Acima do sol” - Skank)
Somos imensuravelmente minúsculos em relação à grandiosidade do Absoluto e do Universo, mas vivemos iludidos dentro de uma pequena bolha que classificamos e damos valor. Mas essa noção que temos da importância que damos às coisas, é só um ponto de vista relativo. Não existe diferença entre você ser o engenheiro responsável na construção de uma grande represa, ou se ocupar em arrumar sua cama e seu quarto.
Alguns anos luz de distância de alguma estrela nos confins do universo até a represa de Itaipu ou até nosso quarto e ambos terão o mesmo tamanho e importância relativa.
Portanto, podemos fazer qualquer coisa em qualquer lugar; inclusive nada! e tudo terá a mesma importância pois somos nós que definimos isso.
Tudo já esta pronto!
Esse é o Caminho do Zen.
Um homem perguntou a um monge que estava meditando:
— O que o senhor está fazendo?
— Nada! — respondeu languidamente o monge.
— Então você não está perdendo seu tempo não fazendo nada? — questionou o homem.
— Você também não estaria perdendo seu tempo se estivesse fazendo alguma coisa? — respondeu o monge com uma certa ironia. (Crônica Zen)
Texto extraído e adaptado do livro: "EU SOU VOCÊ"
Autor: Flávio Goulart Rodrigues
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