A RELATIVIDADE DO TEMPO

 


A RELATIVIDADE DO TEMPO

Se a evolução do universo visível desde o Big Bang (há 13,8 bilhões de anos) fosse mostrado em apenas um ano (Calendário Cósmico de Carl Sagan), nossa espécie, homo sapiens, teria surgido somente às 23hs do dia 31 de dezembro. A América teria sido descoberta às 23h e 59 minutos (um minuto antes da meia noite do fim do ano). E nossa sociedade moderna, com todo o conhecimento e as descobertas tecnológicas e científicas, surgem no último segundo (às 23:59:59).

Agora tente calcular a que horas você nasceu nesta fração de milésimos de segundos finais.

E, se você tiver coragem para continuar com essas elucubrações, poderá se perguntar ainda: quantos trilhões de anos o universo continuará se expandindo, e qual a fração de um trilionésimos de segundos representa o sopro de sua existência dentro desta eternidade!? 

Seguindo a lógica desse contexto, tudo indica que a ideia que temos da realidade parece não se encaixar na forma como percebemos a passagem do tempo. Pode ser mesmo que seja só mais uma das inúmeras impressões que enganam nossos olhos e nossa percepção, como o fato de que temos a impressão que a terra nos parece plana e imóvel e não uma esfera que gira como um peão em alta velocidade, ou de que o sol nos parece do tamanho da lua e não um milhão de vezes maior que a terra... 

Considere agora essa outra reflexão: a galáxia de Andrômeda está distante 2,54 milhões de anos luz da Terra. Isso quer dizer que a luz que vemos hoje dessa galáxia saiu de lá quando nossa espécie homo sapiens nem existia, e algumas formas de hominídeos (australopithecus) ainda vagavam pelas savanas africanas. Mas essa perspectiva é do ponto de vista de quem estivesse aqui na terra. Mas do ponto de vista do fóton de luz que viajaram a 300.000 km por segundo (velocidade da luz) esse tempo (2,54 milhões de anos) não existiram, e ele chegou aqui no mesmo instante em que partiu.

Como pode isso?

Segundo a teoria da relatividade geral de Einstein o tempo é relativo do ponto de vista do observador, e quanto mais nos aproximamos da velocidade da luz mais o tempo se comprime, até o momento de não existir mais. Portanto para um fóton viajando a 300.000 km/seg, esse tempo não existe.

Pense um pouco sobre isso: 2,54 milhões de anos de história na Terra acontecendo em um único momento (do ponto de vista dos fótons).

Então o que é o tempo afinal? Uma ilusão?

Ora se o tempo não existe, da forma como nós o percebemos, nesse caso a data do seu nascimento e o dia de sua morte estariam acontecendo simultaneamente o tempo todo e nesse exato momento?

Ou seja, a morte não existiria pois seria um evento que já aconteceu? 

Não têm nem como descrever isso!

Autor: Flávio Goulart Rodrigues 

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