UM ILUSTRE VISITANTE

Um ilustre visitante

Você sabe o que uma pessoa sente por você pela forma como ela trata os outros. Se ela trata alguém melhor do que trata você, é porque não lhe tem a mesma estima e consideração.

Então, da mesma forma, se você trata com apreço e gentileza quem quer que seja, melhor do que você se trata ou do que exige ser tratado, você está sendo injusto consigo mesmo.

Imagine que a pessoa que você considera mais importante nesse mundo venha morar com você; uma pessoa que você tenha uma grande estima e admiração.

Se você for cristão, pode imaginar que essa pessoa seja o próprio Jesus em pessoa batendo à sua porta; ou Buda se for um budista; ou uma pessoa de muita erudição e sabedoria que você tenha respeito e admiração. Alguém que você jamais questionaria ou duvidaria de qualquer coisa que ela dissesse ou se dispusesse a fazer. De tal forma que se ela lhe convidasse para fazer algo você sempre ficaria feliz e estaria disposto a fazê-lo pelo simples fato de que está na presença dela e quer lhe agradar e conquistar sua amizade e confiança, e isso, para você, é tudo o que importa. 

Mesmo que ela, eventualmente, cometa algum erro você não se importa porque sabe que ela vai resolver a situação da melhor maneira possível, pois confia incondicionalmente nela e em tudo o que ela faz.

Vivendo dessa forma com essa pessoa, você não precisa de mais nada nem ninguém, pois se sente plenamente feliz, seguro e realizado em sua companhia, vivendo suas vidas e participando de todos os momentos juntos, e não há mais nada nesse mundo que você deseja, além de estar em sua companhia, pois ela lhe compreende e lhe completa.

Com o tempo, quanto mais vocês convivem juntos, mais você tem admiração por ela e mais parecidos vocês se tornam. Compreendem-se mutuamente e se antecipam às necessidades um do outro, de tal forma que essa convivência harmoniosa acaba os tornando uma única pessoa. E é quando você descobre, que essa pessoa incrível “sempre foi você mesmo”.

Quando isso acontecer, não haverá mais dúvidas sobre o que você deve fazer ou do que deveria ter feito de sua vida, pois tudo o que deseja agora é estar em harmonia com essa pessoa que você é e que um dia foi abandonada quando você saiu em busca da felicidade fora de você, dos seus planos e metas, de coisas que lhe davam algumas alegrias passageiras, e de pessoas que você depositava seu interesse e confiança. Sempre em busca de algo ou alguém que lhe completasse e matasse sua sede de felicidade. E nessa busca desesperada, deixou de ser você mesmo. Ignorou suas limitações porque gritavam aos seus ouvidos que você tinha de se superar e ser a pessoa que definiram que você deveria ser.

Assim como Cinderela, presa no porão de sua própria casa por sua madrasta gananciosa, existe em você essa alma divina, meiga, gentil e iluminada despojada de ambição e desejos, aguardando pacientemente o regresso de seu príncipe para lhe salvar do cativeiro… e essa sua alma deseja que seja você mesmo o seu salvador.

Agora, retorne ao início do texto e o leia de novo, consciente de que o ser perfeito era, o tempo todo, você mesmo, que é a única fonte de harmonia e felicidade da qual você pode verdadeiramente confiar e contar. Sua luz se irradia de dentro para fora e ilumina você, o ambiente em que está,  e as outras pessoas à sua volta. 

A luz do Criador sempre repousou em você, o tempo todo, desde o início dos tempos, mesmo quando você procurava alhures.

Autor: Flávio Goulart Rodrigues 

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Leia o livro: "EU SOU VOCÊ... (do mesmo autor)

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